Processo de Fusão NOS-MAIS entra em sua reta final

Discussões se iniciaram em fevereiro do ano passado. Congresso Nacional de Fusão vai acontecer nos dias 29 e 30 de abril, na cidade de São Paulo

Alexandre Oliveira “Xandão” (NOS) e André Freire (MAIS)

Em fevereiro de 2017, começamos a dar os primeiros passos para o processo que buscava construir a unificação entre a NOS e o MAIS, testando a possibilidade da construção de uma nova organização.

No primeiro semestre de 2017, foram realizadas importantes discussões de atualização programática entre as duas organizações, com o objetivo de atualizar o programa marxista para a Revolução Brasileira. Este debate, que segue em aberto, foi expresso em várias notas programáticas, publicadas nas páginas na internet das duas organizações.

No ano passado, avançou também a atuação comum das duas organizações na luta de classes. Especialmente nas lutas de resistência, como na Greve Geral de 28 de abril.

No segundo semestre, as duas organizações aprovaram a sua unificação em seus Congressos Nacionais – o MAIS em julho e a NOS em dezembro. A partir destas decisões, que foram unânimes entre os delegados das duas organizações, foi convocado o Congresso Nacional de Fusão, para o final de abril de 2018.

Durante o mês de abril, a militância da NOS e a do MAIS vai viver intensamente as últimas discussões preparatórias para a sua unificação e a construção de uma nova organização, que reivindica o marxismo revolucionário.

Neste momento, estão sendo realizadas as últimas plenárias conjuntas sobre o regime interno e concepção de uma organização marxista. Estas discussões estão baseadas em um protocolo que foi acertado em um seminário conjunto, realizado ainda em novembro do ano passado.

Já existem debates acontecendo, em algumas cidades, sobre a centralidade da luta contra as opressões na etapa que vivemos. Para a nova organização, a luta contra o machismo, o racismo e a LGBTfobia é um princípio e deve ser uma prioridade de fato da esquerda socialista, sempre a partir da apresentação de nosso programa socialista.

O Comitê Nacional de Fusão NOS-MAIS acaba de publicar uma proposta conjunta de Carta de Princípios e de um Estatuto, que serão os temas mais importantes do Congresso, junto com a definição do nome da nova organização e a eleição da nova coordenação nacional.

Queremos que na nova organização estejam militantes que não eram anteriormente nem da NOS e nem do MAIS. Felizmente, este processo já vem acontecendo em alguns Estados, como Pernambuco. No Acre, um Estado que a NOS e o MAIS não existem organizadamente, já há uma importante discussão sobre a nova organização com camaradas que atuam na luta em defesa educação, dentre outros temas.

Entendemos a concretização da nossa fusão com um passo importante para unificação dos marxistas revolucionários em torno da mesma bandeira e da mesma organização. Sabemos que a essa construção é apenas um passo, que não encerra esta batalha estratégica, que deve seguir como uma das nossas prioridades.

Neste sentido, entendemos a nova organização em permanente construção, aberta ao diálogo com outros setores da esquerda socialista que reivindicam o marxismo revolucionário.

No final deste mês, delegados eleitos de todas as regiões brasileiras se encontrarão em São Paulo para tomar em suas mãos a construção da nossa nova organização. Uma organização que se construirá a partir de uma ampla democracia interna e por uma política comum de intervenção no movimento de massas e no processo de reorganização da esquerda brasileira.

A nova organização e o processo de reorganização da esquerda brasileira
A nova organização nascerá como parte do PSOL e na vanguarda da construção da campanha de Guilherme Boulos e Sônia Guajajara para a Presidência da República, e também das campanhas do partido nos Estados que atuamos.

Vamos combinar a nossa presença firme nas lutas de resistência do povo trabalhador e da juventude, com uma forte campanha eleitoral. Lançaremos candidatos pelo PSOL em praticamente todos os Estados brasileiros, nossos candidatos colocarão sua campanha a serviço dos interesses dos trabalhadores, da juventude e do conjunto dos explorados e oprimidos.

Nossa batalha principal será pela construção de uma nova alternativa de esquerda e socialista, radicalmente contra a velha direita e a extrema-direita, mas que defenda também, e de forma categórica, a necessidade de superarmos o projeto de conciliação de classes da direção do PT.